20161129

Como os novos acontecimentos afetam os planos de quem têm investido na preparação para concursos?

Desde o momento em que o atual presidente assumiu a liderança do país, a bandeira da austeridade e controle de gastos tem sido erguida como proposta principal para recuperação da economia. Estas medidas afetam diretamente as expectativas de novos concursos e, portanto, os planos dos milhares de candidatos a concursos públicos.

A chamada "PEC do teto" pretende regular os gastos no âmbito da administração pública, criando novas regras que visam controlar a maneira como o dinheiro público é gasto. Sem nos aprofundar sobre as reais intenções e consequências da PEC na economia e na sociedade, é fato que o discurso do executivo caminha em direção a uma redução quantitativa do investimento público, implicando em uma expectativa de redução nos gastos com servidores. Para aqueles que almejam um cargo público há justificada expectativa de redução de ofertas de oportunidades de ingresso.

Uma coisa é certa: a concorrência dos concursos já aumenta todo ano e a situação econômica atual tende a fazer esta concorrência crescer aceleradamente.

Dentre as muitas dificuldades que os candidatos enfrentarão estão a desmotivação e falta de foco. A ausência de editais, a baixa expectativa de novos concursos e a ausência de um prazo definido de espera deixam o candidato numa situação de desamparo e pessimismo. É difícil continuar estudando num ritmo intenso quando nossos objetivos parecem tão distantes e ameaçados por fatores alheios à nossa vontade.

Como o concurseiro que já está na batalha há algum tempo deverá se comportar nesta nova situação? Onde ele encontrará a motivação para continuar insistindo neste plano? Qual a melhor estratéga para a situação atual?

Cada vez mais a preparação para concursos públicos demandará planejamento de longo prazo e investimento inteligente. O estudo de curto prazo, voltado para um edital já publicado, tem se mostrado pouco eficaz para a maioria dos candidatos. Uma estratégia equilibrada, bem estruturada, que ditribua da melhor maneira possível os recursos (tempo, dinheiro e esforço), visando o melhor custo benefício, em médio e longo prazo , parece a melhor alternativa

Quanto mais percebemos que a preparação para concursos públicos envolverá um longo período de investimento e sacrifícios, tanto mais precisamos focar a fonte do significado de nossa jornada concurseira na vivência diária e nos valores de nossos projetos. O estudante deverá tornar o processo de estudo parte da rotina e do projeto de vida. Para manter a motivação, será preciso focar mais no processo e menos na aprovação. Será preciso vivenciar a trajetória de estudo como um processo pleno de significado por toda a sua extensão. O contexto pede uma estratégia de longo prazo, que privilegie a compreensão em detrimento da decoreba e engajamento em detrimento da passividade.

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