20150520

Cortes no Orçamento

Conforme as ultimas notícias, o governo federal pretende efetuar cortes de quase R$80 bilhões para poder atingir suas metas. A maior parte dos cortes afetará o poder executivo e, portanto, a realização de concursos públicos.

Já li vários artigos falando sobre isto e a maioria conclui o que naturalmente se esperaria: apesar do "tempo de vacas magras", a melhor escolha para quem quer passar em concursos é continuar estudando. Num primeiro momento a resposta parece ser óbvia, afinal, se o candidato está decidido a tornar-se um servidor ou empregado público, o caminho para suas metas passará necessariamente pelo processo de estudo. O que pode variar, claro, é o tempo que demorará até atingir seu objetivo e a estratégia de estudos que adotará conforme as externalidades. No entanto, se a pessoa se declara "concurseira", a conclusão óbvia é que permaneça estudando mesmo sem a perspectiva de um edital a curto prazo.

Mas daí vem o contraponto. Num artigo bacana do SOS Concurseiro a autora coloca uma verdade que muitos especialistas parecem fingir não ver: os estudos para concursos devem se adaptar à sua vida: não o contrário. Viver para passar em concursos? Muito pelo contrário: passar em um concurso para melhor viver. Somente considerando este aspecto é que poderemos entender o dilema da motivação e hesitação frente à ausência de editais. Pense comigo: se o candidato estiver definitivamente certo do que quer, então não haverá dúvidas do que fazer: estudar o máximo que puder. Se ele está motivado para ser aprovado, naturalmente deveria estar motivado para estudar. Então por que a desmotivação? A resposta se encontra numa verdade que poucos estão dispostos a revelar: no fundo o candidato não quer passar no concurso. Citando a autora do referido artigo:

"(...) na verdade, o que você quer são os benefícios que esses e outros itens trarão para sua vida: aí o significado é só seu! Então, pare de dizer que você faz concurso para passar na prova. Você faz para ter o cargo, para conquistar bens materiais e a tranquilidade que ocupar esse cargo irão lhe proporcionar".

Quem procura nos concursos uma saída para uma situação financeira ruim, o estudo de curto prazo para editais, publicados ou próximos de serem publicados, é extremamente atraente - apesar de pouco eficiente. A falta de editais próximos desmotiva porque a perspectiva de uma resolução mais rápida simplesmente some. Se não houver a compreensão de que estudar para concursos deve ser um projeto de médio a longo prazo, o candidato simplesmente perde o foco. O objetivo fica cada vez mais distante, surge uma barreira intransponível, pois nem mesmo o concurseiro mais dedicado conseguirá encurtar o tempo até o próximo edital. Tudo o que está ao alcance é continuar estudando e aumentar as chances de ser aprovado quando o ambiente externo tornar-se novamente favorável.

Para os indecisos, um dilema. Será que é possível suportar mais um ou dois anos de estudo? Devo pensar num plano B? Qual a melhor estratégia? Será que alcanço meus objetivos por outros meios? O que tenho a ganhar ou a perder com tudo isto?

Entretanto, para aqueles que continuam firme nesta empreitada, nada mudou. Continua havendo somente uma única opção: Continuar Estudando.


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