20140411

A Lei do Esforço Extra

US Navy 030514-N-3228G-001 Aviation Maintenance Administrationman 2nd Class George F. Stowe III lifts dumbbells together during a workout session
"No final da dor encontra-se o sucesso"

Aqueles que tem o hábito de praticar esportes e treinar na academia já devem conhecer o processo de ganho de músculos. Para quem não sabe, ele acontece com o rompimento de fibras musculares durante o esforço físico, que cicatrizam e promovem o aumento e fortalecimento da musculatura. Alguns dizem que o mais importante do processo são as repetições finais, quando o corpo está cansado e temos de fazer um esforço extra para terminar uma série de flexões ou alguns minutos na esteira: é neste momento em que ganhamos mais força e resistência, ou seja, quando saímos da nossa zona de conforto e fazemos aquele esforço extra.

Não estou defendendo uma prática masoquista em que a dor nos leva ao aperfeiçoamento. Certamente é possível ter grandes conquistas sem sofrer demais. Quero dizer, entretanto, que podemos pensar em nosso cérebro como um músculo a ser exercitado. Assim, somente forçando nossa atenção para o limite do confortável, superando a preguiça com foco e motivação, somente assim perceberemos avanços no processo de estudar para concursos. Quem se acostuma a usar o cérebro com frequência tem mais facilidade em usá-lo na prova ou para estudar. Quem, por outro lado, acostumou-se a atividades passivas, que exigem pouco do cérebro, ficam com a mente preguiçosa e o músculo atrofia.

A "preguiça mental" que alguns estudantes sentem durante a resolução de exercícios é uma nítida indicação deste fato. Quem não está acostumado a usar as informações que obtém para resolver problemas não tem este músculo bem desenvolvido e quando precisa usá-lo sente-se fatigado e cansado com facilidade. Por esta razão, atividades de estudo que exigem participação ativa do estudante, como resolução de problemas e confecção de resumos, costumam ser mais produtivas, por exigir mais do cérebro do estudante. Porém são mais cansativas, exatamente pela mesma razão. No entanto, uma vez que um processo de resolução é aprendido e memorizado, ele se torna automático e a atenção ativa não é mais necessária. Quando se chega neste ponto, o exercício serve mais como treino repetitivo de uma técnica ou modo padrão de resolução para ganhar velocidade e segurança.

A lei do esforço extra não é novidade e muitos autores já escreveram sobre o assunto. A verdade é que, para a maior parte das coisas, trabalho e esforço são fundamentais. Esforços medíocres tendem a gerar resultados medíocres. O concurseiro com uma atitude baseada no esforço extra torna-se cada vez melhor no que faz. Torne seu cérebro um músculo mais potente e estude para concursos como um atleta treina para competições.





Créditos da Imagem: By U.S. Navy photo by Photographer's Mate 1st Class William R. Goodwin. [Public domain], via Wikimedia Commons