20140311

Como faço para me concentrar?

Focused Tom
A concentração é fruto da habilidade de estar no presente e não deixar que preocupações externas atrapalhem seus pensamentos. Covey (1989) afirma que uma das habilidades das pessoas eficazes é agir no que ele chama de "círculo de influência". Não adianta se preocupar com o que não pode ser influenciado: temos de agir em relação ao que podemos influenciar. Para Eckhart Tolle, vivemos somente no presente e todo tipo de preocupação é uma fuga para o passado ou para o futuro.

  A task list (lista de coisas para fazer) é um dos métodos mais simples e eficazes de auto organização que nos ajuda a melhorar nossa concentração. Na medida em que você escreve em sua agenda ou em sua lista as coisas que você não pode esquecer, você desevolve um dispositivo que permite esquecê-las provisoriamente, para poder concentrar-se no estudo e lembrar destas tarefas somente quando reabrir a agenda ou reler a lista. Escrever na lista gera alívio e reduz a tensão, pois depender somente da nossa memória para lembrar de algo pode gerar um estresse enorme.

 Outra dica é dada por Anthony Robins (2002): faça um mapa mental dos seus estados emocionais. Descubra qual estado emocional é mais propício para sua produtividade. Geralmente compensa associar as sensações disparadas pelo objetivo final - passar na prova, tornar-se servidor, ter estabilidade e um bom salário - com a ação imediata de estudar. Uma dica interessante é mapear os sentimentos negativos que costumam atrapalhar os seus estudos e montar técnicas para lidar com eles. Eu, por exemplo, tinha muito medo de não passar e ficar sem trabalho por tempo demais. Neste caso os passos seriam:

  1. identificar o sentimento: perceber que estou com ansiedade e medo e isto está atrapalhando meus estudos
  2. usar o vocabulário inverso: ao invés de pensar em medo, eu penso em não tranquilo, ou "menos seguro do que gostaria". Ao fazer isso, eu troco a palavra "medo" por palavras mais positivas e isto gera um efeito na compreensão da frase que, por sua vez, gera efeitos no meu estado emocional.

Associar este estado identificado a um outro, direcionado ao objetivo final, que gera as sensações boas supracitadas. No meu caso:

  1. "medo" gera "pouca segurança"
  2. "pouca segurança" gera "desejo por mais segurança"
  3. "desejo por mais segurança" leva a "energia e motivação"
  4. "energia e motivação" levam a "concentração e foco"

Assim, sempre que eu me perceber pensando nos meus medos, devo me conscientizar do estado emocional e tentar me conduzir por este caminho até chegar à concentração. Este modelo foi baseado no método de Robins (2002) no livro "Desperte o Gigante Interior".

Fonte:
Stephen R. Covey (1989), "Os 7 Hábitos das Pessoas Muito Eficazes", Ed. Best Seller, 25° edição, tradução de Celso Nogueira.
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Anthony Robins (2002), "Desperte o Gigante Interior", Ed. Record, 14° edição, tradução de Haroldo Neto e Pinheiro Lemos.

Crédito da Imagem: By Joi [CC-BY-2.0], via Wikimedia Commons